segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Kiss off

Meu senso cômico voltou, então sinto que posso voltar a escrever aqui.
Hoje foi dia de apagar e-mails. Já revelei aqui que guardo coisas por tempo demais, não é mesmo? Pois então, já dá pra imaginar o estado da minha caixa de entrada. 453 e-mails. Sem exagero. Lá foi Camila Beaumord com o mouse, fazendo click-click-click nas caixinhas ao lado dos assuntos que não a interessavam mais. Muitos (MUITOS) eram coisas inúteis que deixei para deletar posterior à leitura e acabei esquecendo. Avisos sobre a falta de um professor ou promoções em lojas que fui uma vez na vida mas que me obrigaram a preencher cadastro, sabe, coisas leves. Porém (ah, esse porém), havia também um considerável número de love mails. E esses eu não resisti em dar uma espiadinha.
O bom do g-mail (I *heart* Google) são as "conversas salvas". Sabe, que dá para você acompanhar toda a trajetória dos e-mails, mesmo se a pessoa deletou a sua mensagem ao dar o "reply". Então eu pude ler não só o que foi escrito a mim, mas o que EU escrevi. E devo dizer, minha gente, como eu era brega. Não, nem brega. Piegas. Pi-e-gas. E dramática, nossa, quanto drama em minha vida naquela época [= há alguns anos]. Ó céus. São nessas horas que percebo como amadureci nesse meio tempo, como tudo mudou, como a gente fica mais "espertinha" depois de alguns tropeços e pisadas no coração. Mas devo admitir que fiquei com saudade da Camila Bobinha no final de tudo. A vida dela era bem mais romântica, bem mais colorida, apesar de todo o sofrimento sem muita razão de ser.
Nem por isso deixei de apagar tudinho, e com um sorriso sapeca estampado na cara, ainda por cima.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Busted stuff

Depois de anos (exagero) sem postar aqui e muitos comentários (recorde!) solicitando minha volta, sinto que devo algum tipo de explicação sobre minha ausência. Tenho que dizer, queridos leitores, que os úlitmos meses foram típicos meses Camila, ou seja, nada de muito interessante aconteceu, fora minhas neuras e mini-crises de garota mimada que sou, então na verdade fiz um belo favor a todos vocês por não ficar atualizando esta bagaça aqui com minha bitchiness. Ninguem merece minhas eternas reclamações, eu entendo isso perfeitamente, e portanto decidi poupar vocês de meus tormentos internos.

Tendo dito isso, devo informar que gastei grande parte da tarde bolando um texto enorme para acompanhar o paragráfo inicial aqui exposto. Mas deletei tudo. Nem salvei no Word antes, caso queira utilizar alguma frase de efeito em outro momento. O fato é que estou amarga demais para o meu gosto ultimamente. E tudo que escrevi agora contraria o primeiro parágrafo, pois estou mais chata e mais reclamona do que nunca. Quero dizer que é uma fase, mas sei lá. Enfim. Post inútil, o que é uma pena, pois minha cabeça está cheia de porcaria e eu gostaria poder voltar aqui para esvaziar um pouco o lixo. Mas vocês são melhores que isso, amadíssimos, então quando eu recuperar meu senso cômico eu volto a dar sinal de vida aqui.

Rolling stone gathers no moss
but leaves a trail of busted stuff.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

I didn't want to wake you up

Quem nunca se sentiu assombrado, nunca amou de verdade. Fantasmas existem, sim, só não são transparentes e nem fazem "boo!". São mais sutis que isso, têm um pouco mais de classe. Ficam escondidinhos em uma fotografia antiga ou em um trecho de livro até a hora de atacar. Aí aparecem de repente, fazendo a vítima perder a compostura e agir de forma inconvencional.

Malditos fantasmas e suas aparições surpresas. Suas visitas são insuportáveis e ultrapassam todo e qualquer limite proposto por normas de condutas sociais. É incabível alguém que chega de manhã e fica pro jantar. Do dia seguinte. "Paz" não faz parte do vocabulário desses monstrinhos. E basta um sinal, um telefonema, carta, sorriso, gesto para desencadear uma corrente de lembranças que atormentam até o mais insensível dos seres humanos.

E eu, que de sensibilidade tenho para oferecer, dar e vender, sou ímã perfeito de assombrações.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

New round

Sei que é estúpido, sei que é burro, mas quem se lembra daquela historinha do Rolex do Luciano Huck? Eu, vagamente. Lembro-me da polêmica. Lembro-me do espírito Robin Hood do ladrão e da controvérsia que veio com isso. Lembro-me da reação de Huck, que na época considerei insensível e idiota. E o espetáculo organizado pela mídia para que o desenrolar da história durasse uma eternidade cansou minha beleza tanto quanto a ultra-exploração do tal Caso Isabela (Isabella?)

Pois bem, no final das contas, sei que foi uma história de oportunismo. E o que deveria ter servido de lição para muita gente (inclusive eu, que nem prestei atenção direito nos fatos) é que sempre tem alguém tentando tirar proveito de algo que não lhes pertence. Sempre tem alguém que acha que o tal do "cada um faz sua parte" não é suficiente e espera que o outro lide com todas as consequências. Por fim, sempre tem uma vítima e sempre tem um egoísta, em qualquer história, e nem sempre é a vítima que tem razão.

A relevância de minhas reflexões com o Caso do Menino Luciano só fazem sentido na minha cabeça e eu tenho plena consciência disso. Não estou com muita vontade de esclarecer meus pensamentos. Quem quiser saber o que aconteceu hoje, pode perguntar. Talvez eu responda, talvez não. Não é uma história muito interessante, muito menos agradável, portanto quem não obter resposta não estará perdendo muito.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

A Lady of a certain age

Quem diria, senhoras e senhores, que a adorável publicitária que vós escreve completa hoje mais um ano de vida. Nem eu acreditei - levei um susto quando vi que minha idade no orkut mudou para 21. Mas cá estou, mais coroa, mais velhota, mais caduca... definitivamente mais sábia e muito mais feliz. Não sei se é empolgação da data ou da "festa" que me aguarda ou das (muitas!) demonstrações de carinho que recebi o dia inteiro, mas estou tão contente. E a data mais bela do ano (vai dizer? 11 do 7, ó que coisa linda!) nem acabou. Acho que finalmente cheguei em um ponto em que sei exatamente o que sou e o que quero ser. Que esta sensação de segurança dure até, pelo menos, o próximo aniversário.

sábado, 5 de julho de 2008

Discipline

Disciplina é uma virtude e uma sina. Disciplina é cumprir horários, prazos, deadlines e afins. Disciplina é se concentrar em uma atividade e não se distrair com mais nada até terminar de efetua-la. Os disciplinados não acreditam em procrastinação. Os disciplinados vivem na terra e não nas nuvens.

Deus me deu um cérebro e, para compensar, amaldiçoou-me com uma (over)dose de preguiça. Eu tenho o dom de deixar as coisas importantes para a última hora, sempre. Quem conviveu comigo durante estas semanas diria que eu teria aprendido minha lição, que eu teria compreendido que datas de validade existem para um motivo, mas não. Deus me deu um cérebro e me amaldiçoou com uma cegueira para meus defeitos.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Finish your collapse and stay for breakfast

Tem horas que eu queria ter uma bola de cristal para ter certeza do meu futuro e poder parar de me preocupar tanto com ele agora. Tem horas que eu penso que a vida é divertida justamente pelo mistério do que poderá acontecer amanha. Tem dias que eu penso que estou perdendo meu tempo aqui. Tem dias que eu acho que eu tenho tempo demais. Às vezes eu me sinto super disposta e alegre e pronta para o que der e vier. Às vezes eu me sinto um lixo e não quero falar com ninguém. Isso tudo é normal, pelo que me dizem, estou apenas sendo humana e não tem nada de errado com isso. Mas são nessas horas, quando sou consolada de minha normalidade, que eu queria ser um robô só para ser diferente.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

The state I am in

Caipirinha de abacaxi = frescura.
Babybird jorrando de headphones = alegria.
Dieta de misto quente = tédio.
Alta Fidelidade = tudo.
Cólicas = pílulas.
Frio = inferno.
TV à meia noite = vida.
Solidão = alívio.
Dor de cabeça = maldição.
Frienemies = sina.
Publicidade = arte.
Aula = sono.
Dirigidas matinais = amor.
Sacada = descanso.
Sorte = Luckys.
Salinger = paixão.
Esportes = dispensável.
Viagens = necessidade.
Obrigações e compromissos = salve-me.
Manhãs = preguiça.
Tardes = cheias de vazio.
Noites = em claro.
Tempo = livre.
Futuro = pois é.



Migalhas, apenas migalhas.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Pale blue eyes

Sometimes I feel so happy
Sometimes I feel so sad
Sometimes I feel so happy
But mostly you just make me mad


Tão simples.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Some kinda love

"No kinds of love are better than others." - Lou Reed

Estou amando, minha gente, e que coisa mais linda isso. Amo meus quadros de rockers, com os quais converso diariamente e desejo "boa noite" antes de cair no sono. Amo meus filmes, meu livros, meus discos, minhas longas tardes desocupadas. Amo meu trabalho, que nem é emprego. Amo minha vida acadêmica. Amo minha vida social. Amo meus interesses românticos passados com a mesma intensidade que amarei os que virão. Amo minha solidão. Amo meu desespero. Amo meu cansaço. Amo minha alegria. Hoje é um daqueles dias que sinto que devo dar um "pause" na vida para realmente apreciá-la. É uma pena que o mundo não vem com controle remoto, mas enfim. Acho que amo isso também.

Que Marguerita continue dando lições de moral para Tom indefinitivamente.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Take a chance

Vamos à lição do dia, coleguinhas:

Se leitores de pensamentos fôssemos, relações interpessoais seriam absurdamente mais faceis. Se pudessemos nos ausentar de certas situações para analisarmos o contexto inteiro (e não apenas nosso próprio ponto de vista), evitariamos momentos constrangedores, mal-entendidos, corações partidos e dores de cabeça. Em outras palavras, se a racionalidade reinasse sobre nossas emoções, tudo fluiria melhor. Mas não reina. E não somos robôs. E devido a nossa miopia na hora de enxergar inteiramente o(s) outro(s), magoamos e somos magoados com mais frequência do que gostaríamos. Portanto, amiguinhos, se algum dia vocês perceberem que uma atitude feriu outra pessoa (mesmo que faça anos desde o ocorrido), liguem e peçam perdão. Não custa. E é melhor do que ficar imaginando o que a pessoa pensa de você.

Espero receber o mesmo tratamento.

sábado, 24 de maio de 2008

Dream of me

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Quem Ama Inventa (MQ)

Quem ama inventa as coisas a que ama...
Talvez chegaste quando eu te sonhava.
Então de súbito acendeu-se a chama!
Era a brasa dormida que acordava...
E era um revôo sobre a ruinaria,
No ar atônito bimbalhavam sinos,
Tangidos por uns anjos peregrinos
Cujo dom é fazer ressurreições...
Um ritmo divino? Oh! Simplesmente
O palpitar de nossos corações
Batendo juntos e festivamente,
Ou sozinhos, num ritmo tristonho...
Ó! meu pobre, meu grande amor distante,
Nem sabes tu o bem que faz à gente
Haver sonhado... e ter vivido o sonho!

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Não estou apaixonada, nem com coração partido, nem com nenhum sentimento relacionado a romance fora o meu usual (e narcisista) amor próprio. Mas que a antologia poética de meu gaúcho preferido foi Bíblia desta semana... ah se foi!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Awake

Xô falá: Sou MESTRE na arte de desperdiçar tempo. Tenho até diploma, o qual estou avaliando onde pendurar em meu quarto. Sério. Para quem não mora nas redondezas da minha adorável [sarcasmo] cidade, Balneário Camboriú, hoje o dia aqui está maravilhoso, sem uma nuvem sequer no céu, com um lindo sol e uma brisa refrescante, com um número tolerável de turistas nas ruas, com bares a beira mar abertos e cervejas refrescantes esperando para serem consumidas... e eu não consigo sair de meu quarto. E não consigo ouvir música no meu quarto. E não consigo ver TV em meu quarto. E não consigo ler em meu quarto. E não estou com vontade de conversar com ninguém em meu qurto. Só quero ficar deitada, olhando pro teto, meio-adormecida-meio-acordada, até o dia passar e eu recuperar minhas energias.

Que droga, parece que estou reclamando de novo. Não é o caso. Eu adoro esses meus momentos "isolados". A-do-ro. O que me assusta é o quanto adoro isso. Parece que fomos treinados para estarmos sempre em atividade, sempre aprendendo, sempre falando, sempre fazendo, sempre... vivendo. Mas quem aí se declarou Deus pra dizer que viver não é ficar deitado na cama, mexendo os pés lentamente, aproveitando o pouco espaço de tempo que se tem para ficar longe de tudo e simplesmente... ser?

É quase uma meditação. E se eu estivesse com olhinhos fechados e em posiçao de lótus ninguém viria me pentelhar. Queria que os outros aceitassem isso e não automaticamente me diagnosticarem com depressão profunda ou coisa que o valha. Eu não sou depressiva. Eu sou preguiçosa e indisposta. É bem diferente.

terça-feira, 20 de maio de 2008

I'm waiting for the man

Descobri hoje que existem três coisas na vida as quais eu simplesmente detesto: aulas monótonas, atalhos frustrados e falta de controle dos sentimentos. Aulas monótonas porque, bem, quem gosta de ficar ouvindo professor falar e falar e falar em plena terça-feira-véspera-de-véspera-de-feriado? Não funca. E pior é que é uma aula que geralmente não me incomoda tanto... mas enfim, catei minha bolsinha e saí fora depois de assinar a maldita lista de presença. Devido a minha revolta com as instituições de ensino superior deste país que contribuem pra falta de emoção das minhas manhãs, acabei pegando um ônibus que não é o meu usual e, consequentemente, parando em um ponto que não é perto de onde moro [nota: gente que mora em Balneário Camboriú não tem a mínima noção de distância. Tudo aqui é perto. Portanto o ponto em que parei é relativamente perto da minha casa. Mas visto que sou incrivelmente mal-acostumada e "perto" pra mim é a distância da porta da frente até o elevador, o ônibus me deixou praticamente no fim do mundo]. Então lá estava eu, andando pela city, quando decidi pegar um atalho. Detalhe - Balneário é composto de três ruas principais (paralelas umas das outras) e milhões de ruinhas perpendiculares a estas onde ficam as residências. Então não tem erro, cê pega uma avenida e segue reto que uma hora cê chega na sua esquina e dobra para casa. Mas Camila, sendo Camila, resolveu entrar em um zig-zag de pequenas ruas as quais eventualmente a levaram para um beco sem saída. Nem preciso dizer que teria economizado mais da metade do tempo se tivesse tomado minha rota de costume. Tudo bem que daí, bem, onde estaria a aventura da vida? E quanto aos sentimentos, é aquela velha história: eu seria muito mais feliz se tudo ocorresse do jeito que eu quero e sem complicações. Só porque eu sou mimada, claro. Na verdade eu deveria simplesmente relaxar e curtir a semana (que está sendo bem melhor que a anterior, diga-se de passagem) em vez de ficar me estressando tentando decifrar pensamentos alheios, o que, convenhamos, é patético, principalmente quando se trata do sexo oposto, o que, convenhamos, é cansativo demais para a minha beleza.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

I don't like you anymore

Camilaquandotáputa vai às compras, inventa viagens e gasta horrores. Camilaquandotáputa adora Camilanormal nessas horas por esta ser tão pão dura e ter dinheiro guardado para ocasiões em que Camilaquandotáputa aparece de surpresa.

Camilaquandotáputa desconta seu mau humor em todos e faz coisas que queimam o filme da Camilanormal. Camilanormal pede desculpas aos afetados.

Camilaquandotáputa cisma que qualquer inseto com asas é pernilongo e saí matando todos. Quem vê a cena pensa que ela se inscreveu para um concurso de Bateção de Palmas Artísticas. Camilaquandotáputa chora posteriormente pelo genocídio de bichinhos de luz e joga a culpa em Camilanormal.

Camilaquandotáputa também chora sempre que alguém faz algo amável por ela. Mas logo limpa as lagrimas e tá briguenta de novo.

Camilaquandotáputa ouve música no último volume. Nesse aspecto ela é até parecida com Camilanormal.

Camilaquandotáputa não consegue ficar parada na frente da TV. Camilaquandotáputa se irrita com sua própria inquietação. Camilaquandotáputa tem mania de jogar o controle remoto no chão e ficar perplexa quando ele pára de funcionar de repente.

Camilaquandotáputa rende ótimas histórias para Camilanormal contar à sua terapeuta.