Desabafo:Estou de saco cheio de só ouvir música boa entre as quatro paredes do meu quarto. É pedir demais que toque UMA música agradável nos bares locais? Creio que não! Quem sabe a chata sou eu que está velha demais para curtir esse "som da juventude" (leia-se: emocore) porém nova demais para aturar o rock de antigamente (aquele que fez sucesso e todo tio em casamento cisma em cantar, sabe, Creedence e derivados). Eu nem deveria estar reclamando muito pois ontem saí e ri pra caralho e ouvi meia dúzia de canções que genuínamente aprecio (o que é raríssimo). Mas sabe, é muito frustrante saber que você poderia organizar uma festa trinta vezes melhor com uma garrafa de tequila e a tracklist do seu computador. Ou que em cidades um pouquiiinho maiores há bares que tocam exatamente o que quero ouvir, e isso só não acontece em Balneário porque todas as 120.967 casas noturnas insistem em apenas contratar DJs de todas as variações de música eletrônica ruim e hip-hop (se eu vir mais um pseudo-mano com bracinho pra fora da janela do carro andando a 20-por-hora na Av. Atlântica ouvindo Akon no último volume eu juro que jogo uma granada).
Não sei mais o que faço com a situação musical deplorável de minha cidadezinha. Papai Noel, dê-me um bilhete de trem só de ida para Sampa City, e alguns trocados para eu me sustentar. Ou então, traga bastante paciência para eu sobreviver até o fim do verão aqui em Porcariolândia.